nunca mais

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Mensagem por drinho em Sab 06 Out 2012, 23:01

Eu tinha dezessete anos quando ela veio até mim.


Eu morava com a minha mãe á 17 longos anos, ela sempre me detestou, me batia e era abusiva. Em uma noite normal, por volta da meia-noite, minha mãe já estava dormindo, então eu ouvi três batidas suaves na porta da frente. Eu fui até a porta da frente e observei pelo olho mágico uma menina de olhar um pouco estranho estava ali, com as bochechas rosadas cabelo loiro, vestindo um vestido rosa delicado, mas estava com sua barra rasgada, seus pés descalços e sua pele pareciam estar ligeiramente azuis de frio do inverno. Seus olhos... Insondáveis, profundos e negros. Eu rapidamente á deixei entrar, pensando em como ela era horrivelmente delicada com sua aparência de quatro aninhos de idade. Eu não perguntei á ela dela ainda estar aqui em primeiro lugar. Eu á levei na sala de estar e a envolvi em um edredom grosso. Ela se embrulhou nele, embora não parecem estar a esquentando, eu sorri para ela.


"Qual é seu nome, querida?"


Houve um longo período de silêncio, e então ela olhou para mim. Eu estava começando a ficar desconfortável com seu olhar negro, quando ela abriu os lábios e falou com uma voz suave.


"Lucy Morgan".


Eu balancei a cabeça, sorrindo novamente. Ela era assustadoramente bonitinha...


"Você pode ficar aqui esta noite, Lucy". Eu disse, apontando para o sofá. Ela enrolou-se em uma pequena bola, os olhos negros ainda me olhando, eu fui para meu quarto. Naquela noite, eu dormi profundamente, não me preocupando se minha mãe iria me bater se encontrasse a garotinha no dia seguinte.


Quando chegou a manhã e eu me arrastei para a cozinha, fui recebida com uma caneca de café quente sendo jogada em meu ombro. Eu dei um grito de dor, olhando para a minha mãe.


"O que diabos você fez? Por que o sofá esta sujo!?". Ela gritou, eu estava confusa. Após investigar, descobri que Lucy tinha desaparecido, a única prova de que tinha estado lá era a sujeira que deve ter caído de seu vestido ou pés. Eu assumi a responsabilidade... Apanhando de cinto, e levando vários tapas no rosto, depois disso fui para a escola. Meus colegas já estavam acostumados á me ver machucada na escola, e os professores que já haviam falado com minha mãe... Também tinham desistido.


Eram mais ou menos três da tarde quando ouvi no noticiário da televisão na cantina a noticia


"Lucy Morgan foi encontrada morta na noite passada, ficamos no aguardo de mais informações da policia".


Passei o dia à espera de mais notícias sobre o assunto, mas não houve nenhuma. Ao chegar em casa, a notícia foi transmitida um relatório do acorrido, que foi investigado durante aquele dia.




"Morgan Lucy, de seis anos de idade, foi dada como morta às sete horas da noite passada. Seu corpo estava localizado no quintal de sua casa, enterrado, a autopsia constatou de que ela foi enterrada viva, enquanto lutava por sua vida, ela foi encontrada segundo informações de sua avó, com seu vestido rosa preferido. Até agora não houve nenhum sinal de sua mãe, Marisa Morgan, que é suspeita de ser a assassina, segundo amigos próximos da família e vizinhos Marisa já teria maltratado Lucy várias vezes, e pode ser responsável por sua morte".




De repente, passaram a imagem de Lucy, de quando ela era viva. Ela estava muito diferente da noite anterior, quando eu á conheci, o cabelo dela, loiro com trancinhas, vestido rosa, rostinho rosado. Apenas, o rosto tinha uma cor... Na foto seus olhos eram azul bebê.


Para muitos, aquilo não teve nenhuma importância, mas para mim foi um choque. Ela morreu antes de chegar á minha casa, se é que o noticiário disse era verdade. Morreu horas antes. Eu tentei me concentrar em meus estudos... Mas naquela tarde só pensei em Lucy.


Eu fui para a cama cedo para não ter que ver a minha mãe. Foi por volta de meia-noite que eu acordei com dedos frios acariciando minha contusão na bochecha. Eu suspirei, inclinando-me para a pequena mão. Olhei para Lucy ternamente e sorri.


"Nunca mais..." Lucy sussurrou.


E então ela desapareceu. Não se passaram nem dez minutos, quando eu ouvi minha mãe gritando. Corri até o quarto dela, e quase desmaie com o que vi.


Minha mãe estava se debatendo violentamente em sua cama, enquanto uma pequena criatura com uma mão a estrangulava e a outra tentava arrancar seu coração. Eu podia ouvir o som da carne rasgando, e minha mãe está gritando cada vez mais alto. Eu desejei não ter me levantado...


Mais tarde, eu disse a mim mesma que eu não tinha levantado. Mas eu tinha.


Então, quando Lucy puxou o coração de minha mãe de dentro do peito dela, como se seu corpo fosse feito de geleia, então eu tive uma visão clara de seus dentes afiados, brilhando na luz. Brilhando com sangue da minha mãe pingando deles. Ela sorriu inocentemente para mim por um momento, antes de rapidamente arrancar a jugular de minha mãe.




Foi então que tudo ficou escuro e eu desmaiei.




Quando voltei a mim, eu estava na minha cama. Fui até o quarto da minha mãe, com uma curiosidade mórbida. Ao abrir a porta, encontrei o quarto vazio. A cama feita, como se a minha mãe tivesse saído para o trabalho mais cedo. A única coisa que marcou a presença de Lucy na noite anterior foi apenas suas pequenas pegadas de terra indo em direção da janela, que estava aberta.


Eu nunca mais vi minha mãe de novo, e nem procurei Lucy também.


Eu finalmente se casei aos vinte e cinco anos, e tive dois filhos e sou uma ótima mãe modéstia aparte. A minha filha se chama Lucy e meu filho James.


Recentemente, notei que a filha dos meus vizinhos, anda toda machucada, cheia de arranhões em seus braços. Eu comecei á observar a casa durante alguns minutos após o jantar, quando eu lavava os pratos, e olhava pela janela acima da pia.


E outro dia quando me levantei para pegar um copo de água eu vi algo estranho... Vi uma menininha de vestido rosa correndo descalça pelo quintal. Foi por volta de meia-noite, eu não acreditei que podia ser mesmo Lucy... Mas era com certeza.




Pois enquanto ela corria... Ela me olhou com aqueles doces olhos negros e disse:




“Nunca Mais...”


fonte: creppy world
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