CASO REAL: O ENCONTRO

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CASO REAL: O ENCONTRO

Mensagem por Tètrico em Seg 21 Nov 2011, 10:32

Olá,meus Jovens Amigos!Estive tentando criar um novo conto para vocês se aterrorizarem com o tema de Assombrações,quando me ocorreu que poderia simplesmente contar uma,das diversas experiências assustadora com o Além que aconteceram comigo.Esse fato se passou no centro do Rio,mais precisamente na Cinelandia,em 1999.
Na época,eu trabalhava numa empresa no centro do Rio e visitava clientes diariamente na captação de fechamentos de negócios.Também freqüentava um Centro Espírita no Bairro de Irajá,onde desenvolvia trabalhos mediúnicos e de caridade.o que me capacitou poder entender melhor tudo isso depois.
Eu tinha uma visita marcada para as 15:00hrs,e como sempre,me adiantei um pouco,pois sempre gostei de chegar mais cedo em meus compromissos,mas a secretária me avisou que meu cliente deveria demorar em torno de 1:00hr.,pois estava em reunião e talvez fosse longa,mas me pediu se possível para espera-lo,pois ele queria muito falar comigo.É claro que eu iria esperar,pois logo percebi que fecharia o negócio!Entao pedi para sua assistente avisar que estaria lá embaixo,sentado na praça,pois fazia muito calor e a rua era bem agradável.Pedi que ela ligasse para meu celular quando ele estivesse livre,e assim o fiz.Escolhi um banquinho livre para sentar(pois ainda tinha o péssimo habito de fumar) e acendi um cigarro.Dei dois tragos no cigarro,olhei alguns segundos para o lado sem direção certa,e quando me virei,havia um rapaz,de uns vinte e poucos anos ao meu lado,que me encarava de maneira interrogativa,como se eu lhe fosse familiar.Ele era branco,tinha os cabelos quase louro,trajava uma bermuda creme,camiseta regata azul,chinelo havaiana e me perguntou se nos conhecíamos com um sotaque do nordeste:
-Não sei dizer,amigo!Disse-lhe,-Pode até ser,pois como trabalho na rua,é possível que já tenhamos nos visto,mas,honestamente não me lembro de você!
Eu visitava diversas empresas,e como sempre falava com todos,desde o empresário,ao faxineiro,sem distinção,era mais fácil lembrarem de mim,do que eu de todos,então achei que talvez fosse o caso!E perguntei-lhe:
-Voce trabalha em alguma empresa aqui no Centro?
-Não.Mas estou vindo para trabalhar nesse restaurante ai! E apontou para trás,onde havia um restaurante.
-Meu primo arrumou para mim vir do Ceará pra trabalhar com ele aqui.Meus pais morreram lá no Ceará e fiquei sozinho desde então!Ainda estou conhecendo a cidade,disse-me.
Então tive a certeza de que realmente não era de lá que ele me conhecia,provavelmente eu lembrava alguém que ele conheceu.Começamos um bate-papo e depois de apertarmos as mãos e nos apresentarmos,ele me disse que seu nome era Feliciano e começou a me contar sobre a morte de seus Pais,e logo passou a chorar muito.
Como espírita,logo passei a consola-lo,tentando faze-lo enxergar que a vida continua,e que nosso corpo é apenas uma roupa que usamos tanto ao longo dos anos,que uma hora temos que trocar por outra .
Isso despertou muito sua atenção e logo me encheu de perguntas,sobre como isso funcionava,se as historias de espíritos que ele ouvia quando criança,eram verdadeiras,e se seus Pais pudessem ser fantasmas! Logo percebi que lhe faltava muita informação.Perguntei-lhe onde morava,para ver se era viável um convite para conhecer a Casa Espírita que eu frequentava e ele me disse que ainda não sabia o nome da Rua,mas era ali perto no centro.Como vi que ele não sabia andar no Rio,me ofereci para pega-lo na terca-feira (isso aconteceu numa sexta-feira) ali mesmo e leva-lo ate lá.

-Quero sim!Fiquei muito curioso com toda essa história de espíritos e vida depois da morte!Quero entender melhor!
Então marcamos para depois do expediente dele,que terminaria as 17:00hrs,pois começaria o seu trabalho na segunda no restaurante.Nos despedimos e fiquei feliz em poder ajudar um irmão a entender melhor as questões do além túmulo.
Chegando em casa,comentei com minha esposa ocorrido,e ela brincou:-Deve ser sua mediunidade que esta atraindo pessoas com esse problemas!
Podia ser.Ou talvez fosse apenas o acaso simplesmente que nos havia aproximado.
No dia marcado,como sempre cheguei mais cedo e esperei o Feliciano.
Às 17:50hrs,resolvi entrar no restaurante e perguntar ao primo que trabalhava como copeiro(mas que eu não sabia o nome!) se sabiam dele,pois as reuniões em casas espíritas sempre são pontuais para começar e acabar,e eu não queria que ele perdesse o início dos trabalhos!O gerente me atendeu e quando lhe falei do funcionário novo,que tinha um primo lá,ele disse desconhecer!
Eu insisti que tinha estado com ele ali mesmo,na sexta feira,quando um garçon,que escutava a conversa começou a gaguejar:-é o primo do Cícero! É o primo do Cícero! E,branco como um papel,saiu desembestado para a cozinha,,nos deixando sem entender nada que estava acontecendo!
O gerente,entao,me pediu para aguardar enquanto ele ia ver o que estava acontecendo,e logo veio acompanhado de um homem forte,que me encarava com ar desafiador:-Quem é você,moço,e que brincadeira é essa com o Feliciano?De onde você o conhece?Falou com o mesmo sotaque nordestino, e eu pedi calma,porque eu também não estava entendendo aquilo, e comecei a contar meu encontro com o mesmo.Imediatamente,notei que o homem começou a ficar branco e passou a gritar!:-moço,o senhor ta brincando comigo? Ta brincando com coisa séria!olha o respeito!De onde o Senhor veio?Quem é o senhor? E desabou num choro descontrolado!Foi quando eu fui puxado para fora do restaurante,atônito com tudo aquilo!Eu não estava entendendo nada,ate que o gerente me falou:Moço,o Feliciano de quem o senhor está falando realmente vinha trabalhar aqui,mas ele morreu faz 7 dias hoje!
Gelei. Todos meus pelos se eriçaram e as lágrimas passaram e correr meu rosto de forma incontrolada.Não era possível! Passei a repetir,não é possível!
E sai andando sem rumo pelas ruas do centro chorando sem parar,enquanto ouvia o gerente me chamar:-Volta,moço,toma uma agua com açucar!Mas eu simplesmente sai andando,ate entrar num bar, e pedir uma água mineral.Nada fazia sentido!Eu Havia apertado a mão dele!Era uma pessoa real!Cheguei a achar que tivesse câmeras escondidas,que poderia ter sido uma brincadeira...mas foi real,meus amigos...
Não tive coragem de voltar ao restaurante e perguntar mais nada.Vi a dor do seu primo e não me senti com forças para mais nada...
Nem preciso dizer como me senti durante meses...Morrendo de medo de topar com o dito cujo de novo,pois ai agora eu já sabia que ele estava morto morto!
Só depois de conversar com muitas pessoas,estudiosas do assunto,é que pude entender tudo aquilo,mas isso é uma outra historia,que talvez um dia eu conte aqui.
Se fizermos as contas,veremos que o contato foi após três dias de morte,portanto deixo aqui o meu relato pessoal,para o terror de todos vocês!
E,se ate hoje,vocês tinham duvidas sobre a existência de fantasmas assombrações,creia-me: OS ESPÍRITOS EXISTEM!VOCE É RESPONSÁVEL PELA QUALIDADE DOS QUE LHES SÃO PROXIMOS!

Meus cumprimentos
Tetrico

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Re: CASO REAL: O ENCONTRO

Mensagem por Convidado em Seg 21 Nov 2011, 16:14

Que legal, eu morava em iraja Very Happy, bela história Very Happy

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Re: CASO REAL: O ENCONTRO

Mensagem por Freedy Krueger com Bacon em Ter 22 Nov 2011, 19:42

voce conseguiu fechar o negocio da visita das 15:00????
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